27.2.05

donde dije digo, digo diego


Banderas e Drexler

¿Qué quieres que te digas?
Sim, o frio chegou, a base de vento gelado que corta
até os pensamentos. Hoje o dia está perfeito para ficar
em casa, assistindo aos piores momentos do Oscar.

Aliás, por falar em Oscar, por aqui, ninguém menciona
a graça do diretor Walter Salles quando se refere a
"Diários de motocicleta". É como se ele não existisse e
o filme fosse obra de um espírito invisível. Ele se reduz
à música "Al otro lado del río" de Jorge Drexler (nada
contra, ele é ótimo).

A polêmica gerada por sua substituição no palco por
Banderas foi a única coisa que restou do filme de Salles
por aqui. Ontem, em pleno tapetão vermelho, Drexler e
Banderas deram uma ótima - e rápida - entrevista para o
Canal+ espanhol. Cordiais e simpáticos, desmentiram
todos os rumores sobre brigas e desacordos. O castelo
de areia da polêmica mediática virou fumaça. Mais uma
vez o nome do diretor do filme foi omitido, como se o filme
fosse apenas o prolongamento de uma canção.

Aliás, começei a assistir ao filme no avião na volta a
Madrid, mas era uma versão dublada, horrível. Fui
obrigada a desistir. Do pouco que vi, devo confessar,
não me pareceu grande coisa. Mas posso estar enganada.

e vem mais...



Nas próximas horas o frio voltará com força total, desta
vez não se sabe se virá acompanhado da senhora
Dona das Neves, mas parece que vamos ter um vento
gelado e as temperaturas serão muito baixas. Aguardem
as cenas dos próximos capítulos.

25.2.05

literatura hispanoamericana



Informações sobre diversos escritores latino-americanos | sololiteratura.com


Roberto Arlt (Argentina)
Rosario Ferré (P. Rico)
Manuel Puig (Argentina)
Gioconda Belli (Nicaragua)
Eduardo Galeano (Uruguay)
Ednodio Quintero (Venezuela)
Mario Benedetti (Uruguay)
Gabriel García Márquez (Colombia)
Rodrigo Rey Rosa (Guatemala)
Eduardo Berti (Argentina)
Juan Gelman (Argentina)
Julio Ramón Ribeyro (Perú)
Roberto Bolaño (Chile)
Teresa Martín Taffarel (Argentina)
Elvio Romero (Paraguay)
Jorge Luis Borges (Argentina)
Tomás Eloy Martínez (Argentina)
Juan Rulfo (México)
Horacio Castellanos (El Salvador)
Víctor Montoya (Bolivia)
Jaime Sabines (México)
Rosario Castellanos (México)
Pablo Neruda (Chile)
Fernando Sorrentino (Argentina)
Julio Cortázar (Argentina)
Juan Carlos Onetti (Uruguay)
Antonio Tello (Argentina)
Victoria de Stefano (Venezuela)
José Emilio Pacheco (México)
Mario Vargas Llosa (Perú)
Manuel del Cabral (Rep. Dominicana)
Alan Pauls (Argentina)
Juan Villoro (México)
Marco Denevi (Argentina)
Alejandra Pizarnik (Argentina)

24.2.05

brinquedo novo & neve em madrid

No fim do ano ganhei uma câmera digital, mas só agora
começei a usar com mais frequência. Ontem fiz muitas
fotos da neve que paralizou a cidade pela manhã. Levei
mais de uma hora para chegar ao trabalho, mas ver a
cidade toda coberta de neve compensou todos os
inconvenientes. A última nevada destas proporções
aconteceu em fevereiro de 1984.

1

2

3

4

5

6

1. Árvores nevadas em Las Rozas (Madrid)
2. Estación de cercanías de Las Rozas (Madrid)
3. Estátua de Felipe IV na Plaza de Oriente
4. Plaza de Oriente
5 e 6. Paisagens de Madrid (fotos tiradas nos arcos da Plaza de Armas do Palácio Real).


Imagens: Anlene Gomes | Madrid: 22-02-2005

21.2.05

entrain de



Então pensei que este ano queria fazer alguma coisa contra
uma certa sensação conhecida de beco sem saída que às
vezes me alfinetava dias e noites neste país estranho. Dava
voltas sobre a mesma pergunta: além do óbvio inquestionável,
o que mais quero fazer aqui? A insistência da pergunta
provocou pequenas marolas que chegaram às costas do
desejo. Os efeitos, a princípio, foram imperceptíveis, mas o vai
e vem destas ondas provocou uma reação expansiva. Depois
de cruzar o grande Atlântico, pela primeira vez cheguei a minha
terra com um sentimento diferente. Sou das palmeiras e dos
sabiás - e isso me dá muito orgulho e prazer -, mas não sou
apenas "de lá". Agora uma parte de mim circula à vontade por
aqui. Voltei mais forte, embora saiba que é preciso preservar
as baterias recentemente carregadas contra gastos inúteis.
Dizer não. Lutar ferozmente contra o marasmo, contra a vontade
de desligar o mundo e não fazer nada; contra a preguiça mental,
contra o desejo cada vez mais insistente de deixar qualquer
coisa para depois. E o depois chega cada vez mais rápido,
e nos faz riscar dias vazios na agenda.

Dizem que o tempo nos tranquilza, nos traz certezas, paz
de espírito e flexiblidade. Prefiro continuar ligeiramente
rebelde, insatisfeita, apimentada. Sempre tentando vencer
pequenos desafios secretos. Estar em movimento, fazendo
coisas importantes ou sem a menor importância, tentando
encontrar saídas, portas, rotas, entradas, fendas nas quais
possa me meter para fazer alguma coisa ou só olhar, para
ajudar ou para conhecer algo novo. Algo que me tire o sono,
que possa dar voltas na cabeça, que provoque pequenas
marolas e movimente o mar do desejo realizável.

18.2.05

mistério...



São no mínimo surpreendentes as imagens de um
video-amador que mostram silhuetas de pessoas
durante o incêndio que destruiu totalmente no último
sábado o edifício Windsor. No vídeo se pode ver ao
menos duas pessoas movendo-se no décimo sexto
andar. Até agora, todos pensavam que não havia
ninguém no edifício, mas pelo visto esta história ainda
vai render uma boa investigação.

Segundo El Mundo:
"(...) fuentes de los bomberos de Madrid aseguraron
hoy a elmundo.es que las siluetas no pueden ser de
miembros del cuerpo, porque entre las 3.00 y las 5.00
[hora da gravação destas novas imagens]
no había ninguno de sus efectivos en el interior del
Windsor. Además, según fuentes del Ayuntamiento
de Madrid, todos los bomberos salieron de la torre
"alrededor de la 1.00 de la madrugada".

(...) los vigilantes de seguridad y los encargados de
mantenimiento aseguran que el edificio estaba
desalojado puesto que eran ellos los que llevaban el
registro de entradas y salidas".


A informação completa está aqui, assim como uma cópia do
vídeo.

17.2.05

spanish way



1
Amanhã já vai fazer um mês que voltei "de las vacaciones"
cariocas. Esta semana me dei conta, mais uma vez, que
o frio sempre me rouba metade das energias que consigo
acumular nos calientes trópicos. Quando cheguei era
pura adrenalina, luminosa y veraniega. Aos poucos,
minha bateria foi ficando fraca e tive que reduzir o ritmo.
A "maledetta" gripe foi apenas um sintoma da debilidade
provocada pelo inverno. O sono indomável é o outro lado
da mesma moeda.

Tem gente que costuma me dizer lá no Brasil que adora
o frio, que reclamo de metida a besta que sou. Sempre
dou o seguinte troco: uma coisa é passar um frio gostoso
numa viagem turística de 15 dias, preferivelmente bem
acompanhada por um bom cobertor de orelhas. Outra
coisa é autre chose: levantar todos os dias às sete da
madrugada para trabalhar e encarar o "friozinho gostoso"
da rua durante dois meses é muito diferente. Sem falar
no tira e bota casaco, luvas, gorro, etc. Enfim, este
negócio de frio é para gente muito mais metida a besta
que eu, criatura solar e tropical até debaixo d´água.

Uma amiga espanhola me disse que nos trópicos
envelhecemos mais rápido, que o clima frio nos conserva
mais jovens. Sei não, acho que prefiro virar maracujá
maduro mais rápido se for para viver perto do calorzinho
bom de uma praia tropical. Ainda bem que o inverno
madrilenho é curto: já já vai chegar uma linda primavera!


2
Agora entendo porque a galera por aqui tem um ritmo
mais lento para trabalhar. Estou aprendendo a "desayunar"
no meio da manhã para recuperar o ânimo e também já
sou capaz de curtir uma ou outra "siesta" básica depois
do almoço, quando é possível. Dois hábitos que nunca
fizeram parte do meu repertório cotidiano.


3
Aliás, o "desayuno" é todo um clássico espanhol.
Geralmente as pessoas saem de casa sem comer nada
(para poder dormir mais, imagino eu) e depois de uma ou
duas horas de trabalho param o que estão fazendo para
"desayunar". Detalhe precioso: isso se faz na rua, ou
seja, fora do local de trabalho, em qualquer um dos cafés
que existem em profusão pela cidade, e pode durar de
30 a 40 minutos, às vezes, até uma hora. É um intervalo
permitido a qualquer trabalhador. Quem entra às 8 horas
"desayuna" às 10, quem entra às 9 horas, geralmente
pára às 11. De qualquer forma, pelo que percebi, isso
pode ficar a seu critério. Se você prefere "desayunar"
bem longe dos colegas de trabalho, vale sair antes ou
depois deles.


4
Quando digo que no Brasil trabalhamos muito mais, as
pessoas aqui não acreditam. É verdade que nosso
desperdício de tempo é maior. Aqui reina o estilo
modernista: menos é mais. Até mesmo com respeito
à quantidade de trabalhadores. No Brasil, de um modo
geral, há um excesso de funcionários em todos os
lugares. Em qualquer loja, por exemplo, há um gerente,
um subgerente, vendedores, segurança, office-boy, sem
falar no dono que circula de um lado para o outro,
sem conseguir resolver muita coisa. Às vezes, há
mais gente para atender que clientes para comprar.

Aqui a banda toca de outra maneira. Geralmente uma só
pessoa é capaz de fazer o que 4 pessoas fariam no Brasil.
Há serviços que operam com uma margem mínima de
funcionários e isso pode incomodar muito se você tem
pressa. Temos uma cultura de gostar de servir e ser
servido que seria impensável num país como a Espanha.
As heranças colonias e escravocratas ainda falam
alto em muitos setores da nossa sociedade, mas esta
é uma outra história, muito mais complexa.

5
Qual é a melhor forma de trabalhar? Sinceramente, cada
cultura tem lados positivos e negativos. É preciso saber
curtir cada um deles, respeitando-se as idiossincracias
locais e valorizando-se o que para nós é sinônimo de
qualidade, sem perder o espírito crítico e curioso, por
supuesto. Embora muita gente pense o contrário, nem
tudo acima do Equador é divino e maravilhoso. Como
disse o Gil, "o melhor lugar do mundo é aqui e agora",
com todas as conseqüências inerentes a qualquer
escolha que podemos fazer na vida. Adotando-se este
sábio critério, as comparações que acabei de fazer
sobram.


6
Last, but not least: isso é apenas uma opinião derivada
da eterna mania de observar e sair atirando para todos
os lados. Nada além disso. Amanhã pode ser que a
metamorfose ambulante já tenha mudado de opinião.

15.2.05

maledetta




Desde a semana passada uma gripe braba me faz companhia.
Parece que fui atropelada por um scania turbinado. Dizem que
os sintomas desagradáveis não passam de 5 dias, mas com o
frio que anda fazendo por aqui, acho que a maledetta prefere
ficar ao meu lado, quentinha na cama.

Por este motivo o blog anda meio abandonado. Não tenho
ânimo nem para pensar, muito menos para escrever. Hoje
acordei melhorzinha, mas ainda está difícil encontrar energia
para terminar o dia.

restos

antes

depois


Ontem passei de carro para ver o que restou da
Torre Windsor, completamente destruída por um
incêndio na madrugada de domingo. A cena é
dantesca e se converteu em atração turística.
Todas as ruas com vistas para o edifício que virou
churrasco estão cheias de gente fotografando e
filmando a tragédia. Foi o "progama legal" de
domingo dos madrilenhos e continua atraindo
multidões de curiosos.

Como aconteceu com a estação de Atocha depois
dos atentados de 11 de março, já tem gente
chamando a área do incêndio de "Zona Zero".

Está pensando que só brazuca gosta de copiar
os yanques? Pois é, aqui existe tal fascínio pela
expressão "Zona Zero" que nem Freud poderia
explicar. Não consigo entender muito bem esta
história de comparar ou copiar nomes de tragédias
urbanas. Uma parte dos meios de comunicação
adotou esta expressão para se referir ao ponto da
cidade onde se situa o edifício ou para especular
sobre as possíveis alternativas de demolição e
reconstrução da torre incendiada. Trata-se de uma
área economicamente vital para a cidade, mas não
existe termo de comparação possível com o
ocorrido com as torres de Nova York.

Em menos de um ano, é a segunda Zona Zero
de Madrid. Espero que fiquem por aí.

imagens: El Mundo

10.2.05



Exposição no Museo Thyssen-Bornemisza & Fundación Caja Madrid

A exposição reúne algumas obras do início do expressionismo alemão.

O grupo de artistas Brücke, foi fundado en junho de 1905 por Ernst Ludwig Kirchner, Fritz Bleyl, Erich Heckel e Karl Schmidt-Rottluff, posteriormente, Emil Nolde, Max Pechstein, Cuno Amiet e Otto Mueller também participaram. O grupo desapareceu em 1913.

Para quem gosta de arte do século XX, trata-se de uma excelente oportunidade para conhecer um dos movimentos mais importantes da pintura moderna. A mostra termina no dia 15 de maio.

Buemba! Buemba!





Mais uma vez fomos presenteados com um "regalito"
especial do ETA. Desta vez a bomba foi em comemoração
aos dois eventos importantes que mobilizaram a cidade
nos últimos dias: a candidatura de Madrid para os jogos
olímpicos de 2012 (vistita de 4 dias de uma comissão
do COI) e a inauguração da Feira Internacional de Arte
Contemporânea, ARCO.

ARCO é por si um considerável bombardeio de arte, no
bom sentido. O evento não saiu prejudicado pelo ato
terrorista, ao contrário, ganhou publicidade gratuita. No
caso das pretensões dos políticos madrilenhos para
2012, o buraco é mais embaixo.

Creio que esta candidatura é uma canoa furada que tentam
nos vender como se fosse um barco de verdade. Pergunto:
quem em sã consciência se arriscaria a promover um evento
desta magnitude numa cidade que há mais de 20 anos vive
às voltas com atentados e bombas de todos os tipos? O
fato de ser sede do governo transforma Madrid em alvo
preferido dos terroristas etarras. Quem vive aqui está
acostumado e às vezes nem se importa ou pelo menos
segue vivendo como se fosse mais um acidente, algo que
já faz parte da vida da cidade. Outra coisa é promover um
evento que atraí milhões de turistas e criar o ambiente
perfeito para terrorista sangue bom chamar a atenção.
Sem falar nos traumas físicos, metafísicos e psicológicos
que qualquer tipo de atentado pode causar nos visitantes
incautos.

Cá entre "nosotros": se eu fizesse parte do COI, não
consideraria viável a candidatura madrilenha enquanto
houvesse ataques violentos do ETA. Sejamos justos,
ultimamente eles não costumam matar multidões, como
fizeram os terroristas islâmicos no 11-M, mas estes
sujeitos são capazes de acabar com uma partida de futebol
do Real Madrid ou de gerar caos no trânsito em vários pontos
da cidade com apenas um telefonema ou 5 bombinhas "de
escassa potência", para citarmos somente os dois últimos
atentados.

Os madrileños que me desculpem, mas estou com Londres
ou Paris, até que me provem o contrário.

7.2.05

carnaval



...a minha alegria atravessou o mar e ancorou na passarela..,

É carnaval, mas aqui nem parece. Pela primeira vez sinto falta do baticum, do bloco que passava na frente da janela, do ambiente contraditório da cidade maravilhosa em pleno carnaval: cheia de turistas e vazia de cariocas.

2.2.05

trabalho novo | lado b



Ser atencioso e responder educadamente às perguntas sem esticar muito a conversa é uma arte. Nos primeiros dias, a curiosidade reina soberana e o novatos é observado como espécie rara. Por sermos estrangeiros, a coisa fica mais complicada. É preciso botar freio no tipo de expectativas que os brasileiros provocam pelo simples fato de serem brasileiros, caso contrário, seremos a eterna atração do circo.

Não somos obrigados a contar tudo sobre nosso passado de uma vez, façamos como Jack, vamos por partes. O problema é a pressa, muita gente prefere perguntar muito e falar pouco sobre sua própria vida. É preciso aprender a perguntar, a calar e, principalmente, a tranquilizar nossa língua.

Diferenciar as cobras dos lagartos leva tempo, porém algumas serpentes são internacionais: habitam qualquer tipo de meio ambiente humano. Com elas, todo cuidado é pouco.

Discretamente é bom descobrir quem é Fanta no meio das Coca-Colas, para não pisar na bola e ser politicamente incorreto com as minorias.

Quanto às diferenças culturais no modo de trabalhar, prometo outro post mais detalhado. É surpreendente como somos diferentes neste aspecto.

1.2.05

pifostio de la hostia



Resolvi criar o concurso anual "Perlas brasileñas" que reunirá aqui no blog todas as frases e histórias engraçadas que contam nos jornais e nas tvs espanholas sobre nosso povo e nossa terra. Ao final do ano votaremos na "mejor de las mejores". Ninguém merece ler ou ouvir determinadas coisas sem reagir. Aceito todo o tipo de sugestões porque nem sempre tenho tempo de ler jornais e ver tudo que aparece na tv.

Primeira candidata:
En realidad, el presidente de Brasil se llama Luiz Inácio da Silva. Lo de Lula vino después. Es un apodo que significa calamar. Hay quien dice que el apodo viene de cuando era joven y llevaba el pelo largo y con bucles como patas de calamar.

Esta coisa saiu no El País e seu autor é o jornalista Francisco Peregil, enviado especial ao Forum Social Mundial de Porto Alegre. Com este parágrafo do gringo doido, o tal Peregil concluiu a matéria que ocupou quase uma página inteira do jornal da última sexta-feira, cujo título era "Lula desata pasiones enfrentadas al intervir en el Foro de Porto Alegre".

Que tal, gostaram? Imagino que esta chave de ouro deve ter saído depois da caipirinha aditivada que o tal Paco (apelido de todos os Franciscos por aqui) tomou em alguma festa politicamente incorreta de Porto Alegre.

Todos sabemos, menos o Paco e seus informantes, que no Nordeste brasileiro qualquer Luiz inevitavelmente em alguma fase da vida vai ser chamado de Lula. Outra coisa é chamá-lo de "sapo barbudo", como o fez Brizola no final dos anos 80.

Estava no metrô quando me deparei com esta pérola no jornal. Quase tive "patatus", isto é, um treco de tanto rir.


o. p. s.
Para quem não domina o idioma de Cervantes, es-cla-re-ce-rei: "apodo" é apelido e "pelo largo y con bucles" significa cabelo longo com cachos.
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