::: Hoje nem vi a cara da rua. Dormi o que tinha e não tinha direito. Também me fingi de morta.
::: Agorinha, no fim do dia, resolvi trabalhar porque bateu vontade de ser útil.
::: Aliás, a semana vai começar com a entrega de um trabajito que já devia estar na mão do "crienti" faz tempo.
::: Ontem à tarde participei de uma reunião com várias mulheres brasileiras que moram em Madrid em mais um "orkontro" que ajudei a organizar. Desta vez foi ao ar livre, no Parque do Retiro, aproveitando os últimos dias sem frio. Foi uma delícia, como sempre.
::: Já deu pra notar. Este mês não foi igual aquele que passou: gostaria muito, mas faltou tempo para ficar a "pensaire" e a "escreveire" por aqui. Outubro vai ser marromeno igual.
28.9.08
27.9.08
10 anos

Há um antes e um depois do tio gugol na internet. Bom, isso todo mundo sabe. Lembro-me quando vi pela primeira vez este famoso logo na tela de uma usuária supergeek e antenada da Puc-Rio, instituição na qual trabalhava e que foi uma das pioneiras em usar internet no Brasil. Há exatamente dez anos atrás. Naquela época era fã do Altavista, que deixei de lado até esquecer de sua existência. Aliás, que fim levou o Altavista?
Uso todos os dias, para uma coisa ou para outra. Ainda não apareceu nada melhor. Parabéns ao tio gugol! Que venham muitas outras décadas de bons serviços.
26.9.08
kafka e a boneca
Every afternoon, Kafka goes out for a walk in the park. More often than not, Dora goes with him. One day they run into a little girl in tears, sobbing her heart out. Kafka asks her what's wrong, and she tells him that she's lost her doll. He immediately starts inventing a story to explain what happened. "Your doll has gone off on a trip," he says. "How do you know that?" the girl asks. "Because she's written me a letter," Kafka says ... " I'll bring it with me tomorrow." Kafka goes straight home to write the letter. He sits down at his desk, and as Dora watches him write, she notices the same seriousness and tension he displays when composing his own work. He isn't about to cheat the little girl. This is a real literary labor and persuasive lie, it will supplant the girl's loss with a different reality -- a false one, maybe, but something true and believable according to the laws of fiction.
Fragmento de The Brooklyn Follies (2005), de Paul Auster.
Fragmento de The Brooklyn Follies (2005), de Paul Auster.
24.9.08
mina do metrô

Já sei que vai ter gente dizendo: mas isso não se faz. E a privacidade do indivíduo a nível de ser humano, como é que fica? Bom, não fica, apenas passa por aqui e logo logo a gente esquece.
Veja bem caro leit@r: se a mina sai de casa assim é pra ser vista, certo? Na foto acima, "arrepare" que ela também tem outras admiradoras.

Há um pequeno revival dos cabelos coloridos por aqui. Todos os dias vejo pessoas assim, bem coloridas. Pena que nem sempre dá pra fotografar.
O detalhe que mais gostei foi a coleção de anéis da mina. Todos especiais e tamanho XL, do jeito que eu gosto.
Se você "arreparar" direitinho, verá que também apareço numa das foto. Onde está Anlene-Wally?
22.9.08
barbaridad, tchê!
Vão rolar nesta terça e quarta-feira, aqui nos madriles, dois eventos gaúchos, tchê!
"Canta Brasil" com o Grupo Bocalis, dia 23, às 20 horas na Casa do Brasil. Entrada livre.
+ Coquetel
"Tertúlia Gaúcha", dia 24, às 20 horas na Casa do Brasil. Entrada livre.
Música, declamação e baile tradicional gaúcho.
Gabriel Ferreti & Grupo Bocalis + Coquetel
Se tudo escorrer bem, quarta-feira estou lá!
"Canta Brasil" com o Grupo Bocalis, dia 23, às 20 horas na Casa do Brasil. Entrada livre.
+ Coquetel
"Tertúlia Gaúcha", dia 24, às 20 horas na Casa do Brasil. Entrada livre.
Música, declamação e baile tradicional gaúcho.
Gabriel Ferreti & Grupo Bocalis + Coquetel
Se tudo escorrer bem, quarta-feira estou lá!
efeitos colaterais
>>> Ainda estou ruinzinha que só, com aquele gosto de guarda-chuva molhado na boca, mas a vida continua.
<<< Por falar em chuva, hoje o outono chegou como os deuses da natureza mandam: céu nublado, com chuvas no "decorrer do período" e ligeira queda das temperaturas. Chuá-chuá.
>>> Você sabe, trabalho num palácio. Trabalho conquistado por obra e graça de minha competência profissional e intelectual. Sorry -- toc toc toc --, mas é para quem pode. Pois é. Semana passada, no último minuto do segundo tempo, tudo mudou por lá. Ainda estou meio zozó, sem saber muito bem como me encaixar no lance, mas tenho algumas pistas. As mudanças me deram pano pra manga e o palitó inteiro. Já tenho planos A, B e C para os novos tempos palaciais, ai, ai!
<<< Ele, tão querido, de quem aprendi tantas coisas, de quem herdei tantas qualidades e algumas imperfeições, está lá no Brasil. Só de pensar que algo possa acontecer a ele, sem que eu possa estar a seu lado nem fazer nada me deixa o coração apertado, agoniado, inquieto. Ele é meu pai e este fim de semana nos deu um pequeno susto. Ainda bem que foi só um pequeno susto.
<<< Por falar em chuva, hoje o outono chegou como os deuses da natureza mandam: céu nublado, com chuvas no "decorrer do período" e ligeira queda das temperaturas. Chuá-chuá.
>>> Você sabe, trabalho num palácio. Trabalho conquistado por obra e graça de minha competência profissional e intelectual. Sorry -- toc toc toc --, mas é para quem pode. Pois é. Semana passada, no último minuto do segundo tempo, tudo mudou por lá. Ainda estou meio zozó, sem saber muito bem como me encaixar no lance, mas tenho algumas pistas. As mudanças me deram pano pra manga e o palitó inteiro. Já tenho planos A, B e C para os novos tempos palaciais, ai, ai!
<<< Ele, tão querido, de quem aprendi tantas coisas, de quem herdei tantas qualidades e algumas imperfeições, está lá no Brasil. Só de pensar que algo possa acontecer a ele, sem que eu possa estar a seu lado nem fazer nada me deixa o coração apertado, agoniado, inquieto. Ele é meu pai e este fim de semana nos deu um pequeno susto. Ainda bem que foi só um pequeno susto.
20.9.08
ai
Negócio de gripe não é comigo. Posso passar dois ou três anos sem ver a dita cuja. Acontece que tudo na vida tem hora. Desta vez juntou-se a fome com a vontade de comer: semaninha agitada com final ribombante e proximidade excessivamente próxima de ser contaminada em casa. Resumo da zarzuela: estou um caquinho.
19.9.08
17.9.08
"caradura"*
- Mas você não pode entrar assim, sem me dar boa tarde e sem nada pendurado no pescoço. Afinal de contas, sou porteiro, estou aqui para alguma coisa... Você nem me disse para onde vai, se vai à "cafetería", ao desfile ou se trabalha em algum stand...
Rapidamente, já subindo a escada rolante e me fazendo de tolinha, respondi: a "cafetería". Foi assim que consegui entrar hoje na Cibeles Madrid Fashion Week. Pena que o desfile (sei lá de quem) já estava acabando. Nem valia a pena tentar furar outro cerco. Dei umas voltinhas, ganhei presentinhos tontos-féchiun, tomei água mineral féchiun, vi muita gente féchiun e fui me embora. Devia ter chegado mais cedo.
O mais engraçado foi que ao sair encontrei com um casal de conterrâneos, fantasiados de féchiun, tentando passar desapercebidos. Será este um traço cultural da nossa raça?
* Cara-de-pau
Rapidamente, já subindo a escada rolante e me fazendo de tolinha, respondi: a "cafetería". Foi assim que consegui entrar hoje na Cibeles Madrid Fashion Week. Pena que o desfile (sei lá de quem) já estava acabando. Nem valia a pena tentar furar outro cerco. Dei umas voltinhas, ganhei presentinhos tontos-féchiun, tomei água mineral féchiun, vi muita gente féchiun e fui me embora. Devia ter chegado mais cedo.
O mais engraçado foi que ao sair encontrei com um casal de conterrâneos, fantasiados de féchiun, tentando passar desapercebidos. Será este um traço cultural da nossa raça?
* Cara-de-pau
16.9.08
15.9.08
para nora
*Hoje é aniversário da minha amiga Nora. Nos conhecemos graças aos nossos blogs. Acho que começamos a publicar mais ou menos na mesma época, em 2002. Depois de deixar alguns comentários pra ela e ganhar outros tantos, resolvemos marcar um encontro. Bom, na verdade fiz a minha parte, afinal, sou do tipo que corre atrás e insiste: é melhor somar que dividir.
Cara a cara descobrimos afinidades, simpatias e sincronias. O tempo nos trouxe muitas outras coisas. Ganhei uma amiga para todas as horas que sempre devem ser bem compridas para nossas conversas, confidências e inconfidências.
Muita água já passou por debaixo das nossas pontes, mas o rio da amizade que nos uniu continua fluindo tranqüilo e leva em suas águas mais histórias de vida.
Nora, aqui desta minha praia seca, te desejo um novo ciclo tão especial quanto você. Como diz nossa amiga Dani: tu sabe que eu amo tu!
* Imagem: "Poppies in the Sunset on Lake Geneva" de Eric Hill.
encuentros
Caminamos juntas hasta la estación del metro. Seguimos hablando de la vida y de muchas otras cosas: impresiones, experiencias, familia, diferencias. Ella vive en Barcelona. A lo mejor podríamos ser grandes amigas. A lo mejor ha sido solo por las circunstancias de la vida. A lo mejor ha sido el comienzo de alguna cosa que todavia no existe.
¿Quién sabrá?
¿Quién sabrá?
5
::: A piscina aqui do prédio fechou ontem. Como sempre rolou aquele feeling estranho: definitivamente os dias com cara de verão estão na reta final.
::: Sábado vi um pouco de tv. Zapping de um lado pra outro antes de ler e capotar. Resultado previsível: tive uma noite de sonhos intensos e fantásticos. Rolou de tudo: barcos, edifícios loucos, paisagens de arquiteto, amigos distantes ressuscitados, vendavais e mar "gruesa". Em alguns momentos parecia pesadelo.
::: Ainda que eu falasse a língua dos homens... tem gente que faria questão de não entender nada. Deve ser falta de amor fraterno.
::: Sou alérgica a exceso de diminutivos.
::: Resolvi coisas importantes semana passada: um, dois e já. Vai ser assim daqui pra frente. Nem adianta pedir bis. Faz o que tu queres pois é tudo da lei... do Lulu Santos:
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...
::: Sábado vi um pouco de tv. Zapping de um lado pra outro antes de ler e capotar. Resultado previsível: tive uma noite de sonhos intensos e fantásticos. Rolou de tudo: barcos, edifícios loucos, paisagens de arquiteto, amigos distantes ressuscitados, vendavais e mar "gruesa". Em alguns momentos parecia pesadelo.
::: Ainda que eu falasse a língua dos homens... tem gente que faria questão de não entender nada. Deve ser falta de amor fraterno.
::: Sou alérgica a exceso de diminutivos.
::: Resolvi coisas importantes semana passada: um, dois e já. Vai ser assim daqui pra frente. Nem adianta pedir bis. Faz o que tu queres pois é tudo da lei... do Lulu Santos:
Nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia...
12.9.08
lll foro social mundial de las migraciones

Termina amanhã. Uma pena ter perdido o primeiro dia. Hoje passei o dia circulando e assistindo debates e oficinas. Conheci e revi pessoas muito interessantes.
É muito bom conhecer a realidade de imigrantes de outras culturas. É bom ouvir suas histórias, descobrir soluções, compartilhar dúvidas e trocar idéias. É fundamental valorizar a riqueza cultural do mundo em que vivemos.
Há muita gente metendo a mão na massa para que o mundo seja diferente. Há muita gente fazendo um trabalho importante pra que o mundo seja mais digno, mais acolhedor, menos egoista. Muita gente anônima que trabalha contra as injustiças e a falta de solidariedade que reina neste nosso cotidiano consumista, selvagem e idiotizado.
Acredito na capacidade de transformação das ações coletivas, geradas a partir do trabalho em comum. Acredito cada vez mais nas redes sociais, na convivência e na aprendizagem que parte do princípio da igualdade.
Tenho muito respeito, admiração e agradecimento por todos que fazem direta ou indiretamente algo para que o mundo em que vivemos seja melhor para todos.
11.9.08
hoje, só amanhã [2]
Começei vários posts grandes e barrocos. Não terminei nenhum. Hoje estou assim-assim, desconcentrada, mais pra lá do que pra aqui.
s & z
Descobri lá no blog da Glenda Dimuro, uma brasileira que mora em Sevilla e publica o simpático Coisa Parecida. Se trata de um blog muito bacana que reúne textos de brasileiros que vivem no exterior chamado Brasil com Z.
Vale a pena conferir. Aliás, a própria Glenda é uma das colaboradoras! De lá, aproveite para visitar o Expatriados, um blog cheio de entrevistas de brasucas que vivem nas mais diversas cidades deste mundão mundial globalizado.
Vale a pena conferir. Aliás, a própria Glenda é uma das colaboradoras! De lá, aproveite para visitar o Expatriados, um blog cheio de entrevistas de brasucas que vivem nas mais diversas cidades deste mundão mundial globalizado.
nuvens
10.9.08
9.9.08
un regalito: bebadosamba

Um mestre do verso, de olhar destemido,
disse uma vez, com certa ironia:
“Se lágrima fosse de pedra
eu choraria”
Mas eu, Boca, como sempre perdido
Bêbado de sambas e tantos sonhos
Choro a lágrima comum,
Que todos choram
Embora não tenha, nessas horas,
Saudade do passado, remorso
Ou mágoas menores
Meu choro, Boca,
Dolente, por questão de estilo,
É chula quase raiada
Solo espontâneo e rude
De um samba nunca terminado
Um rio de murmúrios da memória
De meus olhos, e quando aflora
Serve, antes de tudo,
Para aliviar o peso das palavras
Que ninguém é de pedra
Introdução do samba que dá título a uma obra prima do mestre Paulinho da Viola, "Bebadosamba", disco lançado em 1996. Para quem não conhece o disco, deixo aqui uma amostra grátis.
8.9.08
the end of

O verão dá seus últimos suspiros de calor. Já nem preciso contar que é minha estação preferida. O fim se aproxima e os sintomas de que o frio voltará são vários. O ventinho chato de setembro traz frio às manhãs que amanhecem mais tarde. O sol não aquece como antes. As noites chegam cada dia mais cedo.
Em Madrid e grande parte da Espanha esta é "a" semana do fim de um ciclo e do começo de outro. Tudo volta ao normal. As cidades recuperam seu ritmo, apesar de muita gente já estar ralando desde semana passada ou até mesmo antes. Os estudantes voltam às aulas. A cidade fica mais viva, perde aquele ar descontraído de férias tranquilas.
Demorei para me encaixar em tudo isso. Não entendia porque esta época me trazia uma certa melancolia com sabor de passado distante. Todos os anos experimentava uma sensação estranha com respeito a esta volta-fim-começo-recomeço. Até que caiu a ficha. Já sei que alguém vai dizer: elementar minha cara Anlene. Sim, elementar pra você caro leitor, que sabe tudo e está aqui para advinhar meus pensamentos.
Quanto maior a proximidade, mais difícil fica para ver certas coisas. O final de verão é uma época que se vive intensamente quando se mora pertinho do mar. Já nem me lembro quantas vezes vivi este fim de estação. No Brasil é uma passagem mais simbólica que climatológica. Até uma certa idade este transe fazia parte da vida. Depois outras componentes entraram no caldeirão. Aqui, tão distante do mar e por conta das estações serem mais definidas, voltei a sentir a mesma melancolia da infância e da adolescência.
Verão era sinônimo de um tempo marcado pelos ritmos das marés, pelo vento, pelo calor do sol, pelas noites quentes, pelos encontros com familiares e amigos que não aconteciam com calma no resto do ano. Era tempo de picolé e sorvete, de peixe frito e moqueca, de pequenas viagens e piqueniques, de biquíni, de nariz descascado, de casa cheia, de festas e de muitas outras sensações, cheiros e sabores que ainda hoje me emocionam quando reconheço em algum lugar que visito.
Nesta época havia uma diferença bem marcada entre a vida mais livre de horários das férias e a vida normal do resto do ano. O carnaval era a despedida definitiva de um período paradisíaco, já que anunciava a volta às aulas e às rotinas da vida. Aqui o verão não tem carnaval, mas tem viagens, dias longos e luminosos e um cotidiano que se vive em câmera lenta.
Agora, depois de tanto tempo, volto a sentir a mesma melancolia no mês de setembro. Algo se vai para que outra fase recomece. Apesar de saber que isso é bom, saudável e necessário, gostaria que os dias de calor durassem mais tempo, mas é inevitável. Agora, só no próximo ano o verão reaparecerá como uma bênção para todos os sentidos. Voltará para alegrar os dias e as noites desta cidade que sinto mais próxima a cada nova estação.
cinema & domingo
*Cada vez vejo menos televisão. Durante a semana, geralmente prefiro ler ou escrever em vez de tentar encontrar algo interessante na tal maquininha de fazer doido (ops, esta é mais uma do amigo Flávio!). A programação da tv aberta quase sempre é uma porcaria, com raras exceções (algum filme ou documentário interessante ou um bom jogo de futebol, por exemplo).
Assisto alguma coisa, sempre que posso ou tenho vontade, no fim de semana. Quase todas as emissoras espanholas reservam sábados e domingos para exibição de filmes. Muitas vezes são filmes que já vi no cinema ou na própria tv. Gosto de rever ou ver pela primeira vez alguma ou outra pérola. Diga-se de passagem, cada vez vou menos ao cinema e dificilmente alugo filmes, então, fico com a sopa requentada da tv mesmo.
Este domingo assisti por mero acaso uma obra prima. Estava atualizando os canais da tv digital quando começei a ver um filme sem me ligar no título. Pelo tom dos diálogos parecia uma adaptação de Shakespeare. Dito e feito: era uma versão cinematográfica chamada Twelfth Night: or what you will ("Noche de Reyes" em espanhol) do diretor de teatro e cinema Trevor Nunn, realizada em 1996. Ainda não tinha visto e nem sei quando passou aqui e no Brasil. Fiquei com pena de ter perdido o começo, mas vou tratar de alugá-lo qualquer dia destes. Vale a pena.
É um filme delicioso, interpretado por excelentes atores ingleses (Imogen Stubbs, Ben Kingsley, Imelda Staunton, entre muitos outros), com fotografia supercuidada e locações de sonho, em várias cidades de Cornwall, no sul da Inglaterra (Cornualles). O roteiro é bem adapatado e dirigido por alguém que pelo visto conhece a obra de Shakespeare a fundo.
Meu domingo ficou ainda mais agradável depois deste filme. Espero poder vê-lo outra vez, com atenção redobrada e na versão original. Afinal de contas, os diálogos shakespeareanos em inglês têm outro sabor!
+ informações:
· aqui, uma boa análise do filme.
· aqui, a ficha completa com todos os atores.
· aqui, mais sobre esta obra de Shakespeare.
· aqui, uma lista de obras de Shakespeare no cinema.
* Trevor Nunn e Imogen Stubbs durante a filmagem.
perguntas indigestas [1]
Foi no anivesário de não sei quem. Me perguntaram maliciosamente sorrindo (com um copo de cerveja na mão): você já estudou tanto e ainda quer fazer doutorado pra quê?
A resposta estava na ponta da língua, mas naquela época, além de tímida e extremadamente delicada, era condescendente com a ignorância alheia.
A resposta estava na ponta da língua, mas naquela época, além de tímida e extremadamente delicada, era condescendente com a ignorância alheia.
7.9.08
a vida & as coisas da vida [9]

Acredite se quiser, mas só lembrei que hoje era 7 de setembro, com tudo o que isso significa para nós brasileiros, porque precisei usar o Google Brasil. Durante a semana já tinha visto alguma coisa, mas hoje nem me toquei.
Será apenas um sintoma passageiro ou o famoso mal amnésia dos expatriados já se instalou de vez?
5.9.08
4.9.08
portas



Faz tempo que sou chegada a fotografar cenas e detalhes urbanos. Andei cavucando a memória e me lembrei que no final dos anos 80 fiz uma série de fotos em preto e branco do centro de Vitória. Morava em Vila Velha e devia estar terminando o curso de arquitetura na UFES.
Nesta época não tinha máquina fotográfica, mas dava pra notar que gostava de andar pelas ruas com os olhos bem abertos. Talvez por isso, meu querido amigo e professor P. Bossi, que já não está entre nós, me emprestou sua Yashica 35 mm. Com esta câmara simples e simpática fiz várias fotos de detalhes da cidade. Também registrei uma regata de windsurf em que participava meu irmão. A maioria não ficou grande coisa, mas foi uma boa forma de me aproximar da fotografia. Depois disso, passei muitos anos sem ter uma máquina decente, mas os olhos continuaram abertos e minha curiosidade pelas cidades não diminuiu.
Em Chiclete-Chiclana estas portas me chamaram a atenção, como tantos outros detalhes que já fotografei aqui na Espanha. O par de sapatinhos é especial porque é o típico modelo que se usa para "bailar" flamenco. Abaixo, pelo buraco desta simpática fechadura, se podia ver um pátio lindo. Estava abandonado e cheio de folhas secas no chão. Pena que não consegui captar a imagem que meus olhos podiam ver.



3.9.08
telefoninos

Faltam poucos aparelhos nesta foto de despedida. É engraçado vê-los assim juntinhos. Vou me livrar de todos, mas como sou ecologete, vai ter que ser na lixeira adequada para que sejam reciclados.
Não aparece na foto o primeiro que pude comprar. Era um Nokia-tijolinho, um pouco maior que este cinza com antena, pesado e incômodo. Também falta o que comprei no Brasil, logo depois que vim morar aqui, na esperança de que sempre usaria nas viagens à terrinha. Doce ilusão! Ficou obsoleto rapidinho e foi doado antes que morresse. Este ano esqueci no ônibus meu velho nokinha prateado. Tinha quase dois anos de vida. Nem me dei ao trabalho de tentar encontrá-lo. Já estava todo arranhado e com o vidro quebrado. Funcionava milagrosamente. Meus celulares tinham que ser de boracha e à prova d´água para aguentar o tranco.
Não troco de telefone a toda hora. Atualmente tenho o pretinho da foto que chamo de microondas. Tem três meses de vida. Só uso para ligações normais e sms. Pra falar a verdade, não estou muito satisfeita com o calorzinho que ele passa pra minha orelha. Todas às vezes que atendo ou faço uma ligação fico bolada. Afinal, dizem que pode fazer mal à saude. Já li sobre o assunto e não fiquei muito convencida de que o perigo seja invenção de gente paranóica. Sei que há soluções, mas a idéia de ter mais um fone de ouvido ou qualquer outro objeto na minha bolsa ou perdido pela casa me dá neura. Penso seriamente em trocá-lo por outro que esquente menos. Pode ter menos bobagens, não me importo. Se não existir, vou reduzir drasticamente o tempo de uso deste invento imprescindível.
Vivemos cercados de fios, telas e aparelhos, além de conviver com zilhões de coisas tóxicas que somos obrigados a cheirar, engolir, ver e ouvir, consciente ou inconscientemente.
Era só o que me faltava atender ligações com um microondas cancerígeno na orelha.
2.9.08
buracos no verde


Assim como existem os buracos negros no universo, os buracos no asfalto das cidades, os buracos humanos, que são bem mais embaixo, algumas árvores também têm graves problemas de índole buracal.
Olha só o que estão fazendo com as folhas da pobre coitada aqui do prédio. Não tenho a menor vontade de conhecer as autoras do crime do buraco verde. Devem ser umas lagartinhas nojentas! Argh!
lua casquinha de unha
2
::: Sabe o quê? Acabou de chegar meu cd do roNca roNca. Adorei. Muito bom de ouvir, com boas músicas e um trabalho gráfico de primeira. Grudi-grudi garantido por um bom tempo. Sente-se que o clima das gravações é bonito e sincero. É um trabalho de gente GENEROSA, em todos os sentidos. Sim, esta qualidade rara, fora de moda neste mundo de egos & trips selvagens que nos cerca e devora. Valeu Mauval! Aquele abração!
::: Sabe "o qual"? (como diria mi torero): o Robinhozinho foi simbora do Real Madrid com o dinheiro das arábias: 42 milhões de eurecas. Não faço a menor idéia do que seja isso em termos de gente normal. Adorei a pérola do presidente do clube: o jogador foi vendido por razões humanas. Ha, ha, ha. Me segura que vou ter um troço de tanto rir.
::: Sabe "o qual"? (como diria mi torero): o Robinhozinho foi simbora do Real Madrid com o dinheiro das arábias: 42 milhões de eurecas. Não faço a menor idéia do que seja isso em termos de gente normal. Adorei a pérola do presidente do clube: o jogador foi vendido por razões humanas. Ha, ha, ha. Me segura que vou ter um troço de tanto rir.
1.9.08
edward steichen



Fui ao Reina Sofia pra ver a exposição "Máquinas & Almas" e acabei encontrando outra bem interessante. Trata-se de uma grande exposição de fotografias do Edward Steichen. Imperdível para quem gosta, porque Steichen foi um fotógrafo excepcional. Sua obra é fundamental para entender a história da fotografia no século XX.
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