30.3.09
29.3.09
a hora "es ahora", o momento é já
::: Passou mais rápido do que imaginava a tal hora em que apagamos tudo aqui em casa. Nos sentamos e ficamos batendo papo. Vimos mais luzes da nossa janela panorâmica do que desejávamos. Pensamos que o espetáculo ia ser mais interessante, mas a vizinhança e os "pueblos" em volta não deram bola pra isso. Reina a egotrip, as everybody know. Aproveitamos para fazer pequenos planos.
::: O friozinho voltou, choveu também, mas só um pouco. Não se pode comparar com o frio do mês de janeiro. Ainda bem. Viva a primavera!
::: O parafuso horário já é outro. Ontem começou o horário de verão europeu. Agora há 5 horas de diferença entre o povo de lá e o povo de cá.
::: Estou preparando um blog novo. Bom, será um multi-blog, com várias novidades, entre elas uma parte reservada às minhas atividades profissionais. Assim que a coisa estiver marromenos organizada coloco no ar, porque não vejo a hora de apresentá-lo a vocês!
::: O friozinho voltou, choveu também, mas só um pouco. Não se pode comparar com o frio do mês de janeiro. Ainda bem. Viva a primavera!
::: O parafuso horário já é outro. Ontem começou o horário de verão europeu. Agora há 5 horas de diferença entre o povo de lá e o povo de cá.
::: Estou preparando um blog novo. Bom, será um multi-blog, com várias novidades, entre elas uma parte reservada às minhas atividades profissionais. Assim que a coisa estiver marromenos organizada coloco no ar, porque não vejo a hora de apresentá-lo a vocês!
28.3.09
hora do planeta
Hoje, de 20:30 às 21:30, hora espanhola, vai rolar o apagão coletivo para protestar contra o aquecimento global e as mudanças climáticas. Esta ação foi proposta pela WWF.
Vamos fazer a nossa parte aqui em casa. E você?
Vamos fazer a nossa parte aqui em casa. E você?
27.3.09
obrigada
Há muitos leitores invisíveis que passam por aqui sem deixar rastros. Para eles também escrevo, mas não posso negar, sinto uma felicidade boa e massageante quando alguém se apresenta e me conta, sem mais nem menos, que veio aqui ou que volta sempre. É um pequeno grande detalhe que faz a diferença.
Por exemplo, ela, esta pessoa linda, mãe de três meninas igualmente lindas, me contou que um dia resolveu saber como eram os blogs. Disse que não se sente capaz de fazer o mesmo, o que não é verdade, mas que gostou de ler o que escrevo. Também me contou que passou um bom tempo aqui, entre meus escritos presentes e passados. E que se emocionou ao lembrar o que estava fazendo enquanto eu escrevia sobre minhas vivências madrileñas.
A. P., fiquei muito feliz por saber que de alguma maneira estas coisas que escrevo por aqui te possam tocar. Me emociona e ao mesmo tempo me faz pensar que o cuidado com as palavras, que nem sempre tenho, é mais que um gesto de carinho para os que lêem: é um exercício que me ensina a viver, a conhecer as pessoas e o mundo em que vivo.
Volte sempre que desejar!
Por exemplo, ela, esta pessoa linda, mãe de três meninas igualmente lindas, me contou que um dia resolveu saber como eram os blogs. Disse que não se sente capaz de fazer o mesmo, o que não é verdade, mas que gostou de ler o que escrevo. Também me contou que passou um bom tempo aqui, entre meus escritos presentes e passados. E que se emocionou ao lembrar o que estava fazendo enquanto eu escrevia sobre minhas vivências madrileñas.
A. P., fiquei muito feliz por saber que de alguma maneira estas coisas que escrevo por aqui te possam tocar. Me emociona e ao mesmo tempo me faz pensar que o cuidado com as palavras, que nem sempre tenho, é mais que um gesto de carinho para os que lêem: é um exercício que me ensina a viver, a conhecer as pessoas e o mundo em que vivo.
Volte sempre que desejar!
bn


Fazia mais de um ano que não pisava aqui. Voltei hoje, tive uma manhã de sexta-feira imprevistamente livre. Amo esta sala-cubo gigante da Biblioteca Nacional. Ela tem uma luz especial, um ambiente acolhedor que em parte também se deve às pessoas que a frequentam, concentradas em suas leituras e escritos. É imediato o efeito que provoca em mim. Penso de outra maneira e mentalmente me sinto mais ativada.
Já era hora de voltar. Tenho muita vontade de acabar minha tese. Já sei, vontade é coisa que dá e passa, o difícil é ir além da vontade: convertê-la em ação, mas não me sinto culpada por haver deixado de lado este projeto. Era necessário este tempo, tinha outros compromissos, outros desejos. Sinto-me mais tranquila e preparada para retomá-lo. Não sei se será um alarme falso, mas é importante tentar, não deixar que a vontade se perda em meio a outros desejos.
Tenho o horário de trabalho que sempre sonhei (toc toc toc). Ultimamente faço coisas que me enchem de orgulho e satisfação, mas como nunca estou totalmente satisfeita, sentia saudades de estar assim, tranquilamente sentada, concentrada, com a caixola fervendo de idéias e pensamentos. Aqui posso ler, organizar minhas idéias, trabalhar e escrever em paz. Gosto deste estado de isolamento temporário que só uma biblioteca permite. Um ateliê ou um estúdio também me provocam efeitos parecidos. São espaços de trabalho. Pode parecer uma bobagem, uma mania, mas funciono melhor assim, com espaços bem definidos. Trabalho em qualquer lugar, mas se posso escolher, porque não? Em casa há muitas distrações e é fácil deixar pra depois qualquer coisa; prefiro evitar os compromissos de trabalho no meu ninho.
Ao voltar do Brasil trouxe dois livros que fizeram bem à minha saúde mental: um de crônicas do Contardo Calligaris* e outro de artigos do artista plástico Nuno Ramos*. Ambos têm qualidade reflexiva sem cair no pedantismo ou nos academicismos. Leio muito, sobretudo literatura, mas de um modo geral prefiro autores que vão além das histórias que contam. Gosto de livros que me fazem pensar. Não leio apenas para me distrair ou me divertir. Aliás, de um modo geral, não acredito que esteja no mundo só para isso. Quero sempre algo mais, necessito sentir-me interagindo de uma forma menos hedonista. Sou mais apolínea. Os prazeres e a embriaguez da felicidade são imprescindíveis, mas não excluem o prazer de trabalhar, pensar, escrever, inventar coisas, de buscar sempre um algo mais em todos e em tudo que cruzam meu caminho.
Em resumo, a leitura destes livros me trouxeram de volta o desejo de estar aqui, nesta biblioteca linda, com vontade de ler, escrever e, finalmente, colocar um ponto final em mais uma etapa importante da vida. Se conseguirei? Quem saberá.
Tecla sap
Tenho cartão de pesquisadora, mas qualquer pessoa pode entrar e ler nesta sala. Para isso deve fazer um cartão de leitor na recepção. É uma burocracia rápida. Mais informações aqui.
* Ambos indicados pela minha amiga e artista plásica Leila Danziger. Além de um trabalho artístico inteligente e provocativo, ela também escreve, pensa e lê muito, por isso sempre me dá dicas de livros interessantes.
23.3.09
casa da pedra

Paisagens, casas, cidades. Geralmente só me lembro de recortes. Fragmentos que não se encaixam linearmente. Há uma lembrança generosamente carregada de detalhes: a casa da Pedra. Nem rica nem pobre, nem muito feia nem muito bonita, nem grande nem pequena. Mi torero disse ao conhecê-la: é uma casa com gênio, para acoger el alma. Até hoje sonho com esta casa. Me invadem imagens que meus olhos de menina observadora e tímida captavam sem cessar. Caminho pelos quartos, pela sala, pela cozinha; atravesso o corredor. Brinco distraída no quintal, alheia ao vai e vem das outras pessoas da casa. Recordo sensações, descobertas e medos. Vejo da varanda o mar que cada dia é outro, com outras cores, outros movimentos. Sinto na pele a umidade dos abafados dias de verão. Fecho os olhos e posso sentir o cheiro, o gosto, o tato de tantas experiências, compartilhadas ou solitárias. Deve ser a maturidade que me deixa assim, com marcas indeléveis e excesso de memórias.
3 x 3
::: A morte é implacável. Apaga certas pessoas para sempre. A velocidade da vida de todos os dias não dá trégua. De um momento a outro elas deixam de ter qualquer importância, qualquer função ou atividade. Muitas pessoas passam por nossas vidas sem ficar para a posteridade. Desaparecem com o vento. Muito raramente nos vem à memória. Hoje me lembrei daquela pessoa que morreu quando ainda vivia no Rio. Seu nome desapareceu da minha mente. Um dia também ficarei invisível para muitas pessoas cujas vidas cruzaram em algum momento com a minha imprevisível e limitada existência.
::: Hay personas que miran bien dentro de nuestros ojos, te sonríen con el alma y alegran el largo camino de la vida.
::: Intimidade repentina é aquela que se constrói em poucos minutos de conversa. Tem gente que é especialista em criar falsas atmosferas amigáveis, pseudo-espaços de cumplicidade. São como aranhas que em minutos armam uma teia fina e brilhantemente atrativa. Caímos como moscas seduzidas pelo tom acolhedor dos fios pegajosos. Ficamos à vontade e aos poucos, tranquilamente, soltamos verbo. Aí mora o perigo.
::: Hay personas que miran bien dentro de nuestros ojos, te sonríen con el alma y alegran el largo camino de la vida.
::: Intimidade repentina é aquela que se constrói em poucos minutos de conversa. Tem gente que é especialista em criar falsas atmosferas amigáveis, pseudo-espaços de cumplicidade. São como aranhas que em minutos armam uma teia fina e brilhantemente atrativa. Caímos como moscas seduzidas pelo tom acolhedor dos fios pegajosos. Ficamos à vontade e aos poucos, tranquilamente, soltamos verbo. Aí mora o perigo.
ilhas
Dans mon île
Ah comme on est bien
Dans mon île
On n'fait jamais rien
On se dore au soleil
Qui nous caresse
Et l'on paresse
Sans songer à demain
Hoje fiz greve da MPB fm e escutei a FIP o dia inteiro. Como disse outro dia, estou abrindo novas frentes musicais. É uma fase que tem relação direta com um certo processo de descontaminação que comecei este mês.
Entre muitas coisas legais, porque a FIP tem uma programação de luxo e organização impecável, escutei uma música linda do Henri Salvador chamada "Une ile au soleil". Não consegui encontrar em vídeo, mas neste site japa meio kafuso dá pra ouvir ela inteirinha.
Zanzando pelo iutubi e pelo gugol também encontrei Dans mon île que foi gravada pelo tio Caetano no disco "Outras palavras", em 1981.
Henri morreu ano passado e deixou um vasto repertório com músicas que merecem ser escutadas com calma. Ele foi um dos precursores da bossa nova e tinha muitos admiradores e parceiros no Brasil. Aqui se podem encontrar vários discos. Aliás, este blog também foi "o" achado de hoje: tem de tudo e mais alguma coisa.
20.3.09
keep walking
Los Molinos é um pueblo da serra com uma luz especial e, do ponto de vista que nos interessa, com muitas trilhas e caminhos em volta. Aos poucos vamos descobrindo os recantos desta parte da Serra de Guadarrama. Mi torero é o típico explorador incansável, que sabe o nome das montanhas, descobre caminhos, localiza e reconhece tudo que vimos nos mapas, etc.
Também gosto de conhecer lugares diferentes e, apesar de reclamar um pouco quando a trilha é pedregosa e íngreme, me transformo rapidinho na companheira ideal deste meu Indiana Jones e lá vamos nós em busca de tesouros em forma de paisagens e visuais bonitos da serra madrileña.
Nesta quinta foi feriado, dia dos pais, que os católicos juntaram ao dia de São José. Feriado com sol e céu azul é sinônimo de passeio com ou sem piquenique na serra. Sempre que é possível, saímos para respirar ar puro, fugir do zum zum zum urbano, andar por caminhos desertos e curtir a natureza. Madrid tem isso bem pertinho: clima de montanha (com mais de mil metros de altitude), vistas impressionantes e muitas trilhas para percorrer. Há para todos os gostos: quem gosta de ver gente vai para certos lugares; quem prefere, como nós, a solidão das trilhas menos visitadas, também tem muitas opções.
Estes passeios são fundamentais para preservar nosso espírito aventureiro e ligeiramente anti-social. Ainda falta muito por conhecer nesta região, mas não temos pressa: neste fim de semana repetiremos nosso programa de índio pós-selvagem.
Também gosto de conhecer lugares diferentes e, apesar de reclamar um pouco quando a trilha é pedregosa e íngreme, me transformo rapidinho na companheira ideal deste meu Indiana Jones e lá vamos nós em busca de tesouros em forma de paisagens e visuais bonitos da serra madrileña.
Nesta quinta foi feriado, dia dos pais, que os católicos juntaram ao dia de São José. Feriado com sol e céu azul é sinônimo de passeio com ou sem piquenique na serra. Sempre que é possível, saímos para respirar ar puro, fugir do zum zum zum urbano, andar por caminhos desertos e curtir a natureza. Madrid tem isso bem pertinho: clima de montanha (com mais de mil metros de altitude), vistas impressionantes e muitas trilhas para percorrer. Há para todos os gostos: quem gosta de ver gente vai para certos lugares; quem prefere, como nós, a solidão das trilhas menos visitadas, também tem muitas opções.
Estes passeios são fundamentais para preservar nosso espírito aventureiro e ligeiramente anti-social. Ainda falta muito por conhecer nesta região, mas não temos pressa: neste fim de semana repetiremos nosso programa de índio pós-selvagem.
19.3.09
palacianas
*Fomos convidados outra vez para assistir a um concerto com os Stradivarius Palatinos no Salão de Colunas do Palácio Real de Madrid, que para mim é um dos espaços mais bonitos deste edifício, depois da Plaza de Armas, é claro. No programa, obras de Mozart e Haydn tocadas por um quarteto formado por músicos da Orquestra Filarmônica de Viena. Desnecessário contar que mais uma vez voltei para casa leve e feliz por ter ouvido boa música, bem acompanhada e num lugar tão especial.
Desta vez não tivemos o privilégio de dividir o salão com Doña Sofia e seu príncipe Felipe. Eles deviam estar ocupados em outros compromissos oficiais. Na verdade, estas coisas da monarquia não me interessam nadica de ná, mas confesso que ao vivo e em technicolor eles têm um encanto indiscutível. Deve ser pela elegância e refinamento que exibem de forma tão natural. Fora isso, são demasiadamente humanos como todos nós.
No concerto que fui em 2007 tive o prazer de cumprimentá-los, assim como a vários ministros que também estavam presentes. Acho que nem contei nada por aqui. Omito certas coisas, afinal minha vida não é uma novela e isso aqui não é um diário né? Ontem só havia uma ministra do segundo time, simpática e elegante, e também alguns ilustres desconhecidos (ou desconhecidos ilustres?). Este tipo de concerto é dirigido majoritariamente a estudantes universitários, convidados do Patrimônio Nacional e da Casa Real.
Gostaria de voltar sempre, mas isso não depende só da minha vontade. É muito bom ouvir música de câmara exatamente no ambiente para o qual foi composta: um salão palaciano com bons músicos e instrumentos mais que especiais. Ah, o melhor de tudo: para ouvintes ecléticos e plebeus.
* A ausência de imagens por aqui ultimamente se pode explicar: minha xereta digital mórreu de morte matada. Esta foto é do concerto de maio de 2007.
17.3.09
corretor ortográfico online
Faz tempo que deixei de procurar uma coisa assim no tio gugol. Me acostumei a não usar corretor e a confiar nos meus olhos. O resultado é que muitas vezes publico textos com erros idiotas. Já fui mestre em revisar textos, amadora e profissionalmente. Hoje em dia tenho que confessar minha falta de vergonha boriscasoyana em matéria revisão: escrevo, leio duas ou três vezes e aperto o enter. Às vezes uso a contragosto o corretor do gugol via gmail, mas ele é tão burrinho que prefiro confiar na minha vista cansada mesmo.
Desde que moro aqui meus computadores só falam espanhol. Desisti de ter o ruwindows em português porque ele ficava doido com meu plurilingüismo. Alguns programas simplesmente não funcionavam direito já que não falavam português, inglês e espanhol ao mesmo tempo em um ambiente ruwindows brasileiro. Desisti e me conformei, mas só em parte, porque sou teimosa mansa.
Hoje voltei a fazer uma busca. Meu projeto daquela coisa que desejo fazer todos os dias exige uma escrita mais cuidadosa (ops, já dei uma pista!). Descobri dois marromenos (revisor e corrector ortográfico) e um bastante razoável, embora seja amostra de um software: Flip online. Também voltei a encontrar o tal BR-Office, projeto pelo qual tenho muita simpatia faz muito tempo. Se trata de um software de código aberto com funções de editor de texto com verificador ortográfico, entre muitos outras, além de vários badulaques extras. Já pensei em instalá-lo, mas fico com a mesma dúvida: será que ele funciona bem em um ambiente ruwindows espanhol? Para saber precisaria ler e trocar figurinhas, mas tempo falta até pra escrever.
Depois de contar tudo isso, me lembrei que o post era só para compartilhar com vocês estas pequenas descobertas. Deu pra notar que hoje estou prolixa e verborrágica?
Desde que moro aqui meus computadores só falam espanhol. Desisti de ter o ruwindows em português porque ele ficava doido com meu plurilingüismo. Alguns programas simplesmente não funcionavam direito já que não falavam português, inglês e espanhol ao mesmo tempo em um ambiente ruwindows brasileiro. Desisti e me conformei, mas só em parte, porque sou teimosa mansa.
Hoje voltei a fazer uma busca. Meu projeto daquela coisa que desejo fazer todos os dias exige uma escrita mais cuidadosa (ops, já dei uma pista!). Descobri dois marromenos (revisor e corrector ortográfico) e um bastante razoável, embora seja amostra de um software: Flip online. Também voltei a encontrar o tal BR-Office, projeto pelo qual tenho muita simpatia faz muito tempo. Se trata de um software de código aberto com funções de editor de texto com verificador ortográfico, entre muitos outras, além de vários badulaques extras. Já pensei em instalá-lo, mas fico com a mesma dúvida: será que ele funciona bem em um ambiente ruwindows espanhol? Para saber precisaria ler e trocar figurinhas, mas tempo falta até pra escrever.
Depois de contar tudo isso, me lembrei que o post era só para compartilhar com vocês estas pequenas descobertas. Deu pra notar que hoje estou prolixa e verborrágica?
a coisa em si
Resolvi que todos os dias vou fazer uma coisa. Será uma coisa especial. Inesquecível. Não que eu já não faça coisas interessantes, mas esta coisa, em particular, promete. Deixará rastros.
assim assim
Resolvi deixar meio de lado. Achei que ia perder a graça, que ia fazer "mó" falta, que ia ficar um "oco", que talvez fosse melhor esperar antes de...
Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba está animado
O que eu quero é sambar*
* "Mas que nada", é do Jorge Ben Jor, a primeira versão saiu em 1963 (Samba esquema novo); ou seja, há mais de 40, que nem igual que eu.
Mas que nada
Sai da minha frente
Eu quero passar
Pois o samba está animado
O que eu quero é sambar*
* "Mas que nada", é do Jorge Ben Jor, a primeira versão saiu em 1963 (Samba esquema novo); ou seja, há mais de 40, que nem igual que eu.
12.3.09
quem espera...
Desde que cheguei aqui me recusei a passar pela desagradável experiência de tirar carteira de motorista outra vez. Não porque achasse que não conseguiria. No meu caso, depois de quase 30 anos de ruas, estradas e caminhos, o que vier eu traço. Acontece que não achava justo ter que voltar a estudar, fazer provas e gastar pelo menos 500 euros nesta brincadeira. Resisti o quanto pude, corri certos riscos, mas optei por aguardar. Como muitos outros, esperava que finalmente fosse assinado um acordo para que as carteiras brasileiras pudessem valer aqui. Isso já ocorre com as equatorianas, colombianas, chilenas, argentinas, bolivianas, peruanas, venezuelanas e uruguaias, entre outras.
A espera e a luta de alguns brasileiros deu frutos. Hoje foi publicado no BOE, o diário oficial daqui, o tão esperado acordo de convalidação para este tipo de documento. Acho que em pouco tempo já poderei dirigir tranquilamente, sem precisar passar por toda aquela chatice outra vez!
É um dia para celebrar e agradecer à luta e o esforço de alguns brasileiros que ajudaram a fazer este sonho virar realidade.
Update!
Algumas informaçães importantes:
1. O projeto foi publicado, mas ainda não entrou em vigor.
2. A lei será válida a partir do dia 07/04/2009.
3. Ou seja, até lá, e sem fazer a tramitação "burro-crática", dirigir por aqui com a carteira brasileira é crime.
4. Resumo da ópera: ¡tranquilo, todavia hay pa´rato!
A espera e a luta de alguns brasileiros deu frutos. Hoje foi publicado no BOE, o diário oficial daqui, o tão esperado acordo de convalidação para este tipo de documento. Acho que em pouco tempo já poderei dirigir tranquilamente, sem precisar passar por toda aquela chatice outra vez!
É um dia para celebrar e agradecer à luta e o esforço de alguns brasileiros que ajudaram a fazer este sonho virar realidade.
Update!
Algumas informaçães importantes:
1. O projeto foi publicado, mas ainda não entrou em vigor.
2. A lei será válida a partir do dia 07/04/2009.
3. Ou seja, até lá, e sem fazer a tramitação "burro-crática", dirigir por aqui com a carteira brasileira é crime.
4. Resumo da ópera: ¡tranquilo, todavia hay pa´rato!
11.3.09
direto ao recto
Estava dando umas voltas pelo Orkut e acabei postando por lá um "causo" verídico do qual fui protagonista.
Foi no doutorado. Era meu primeiro ou segundo mês em Madrid. Fazia um curso tipo seminário. Pra quem não é do métier acadêmico, seminário é aquela coisa que os professores inventaram pra não ter que preparar aula. É marromenos assim: os textos são divididos entre os alunos, que por sua vez devem apresentá-los. Ou seja, fazemos o papel do mestre, sem receber nada por isso. Ah, sim, ganhamos "experiência". Estes professores-doutores são muito sábios.
Enfim, voltando à vaca fria. Era meu dia D. Tinha que apresentar um texto sobre a história das transformações urbanas de Barcelona no século XX, tema do tal seminrário.
Lá pelas tantas, em vez de dizer que o objetivo do autor com o texto tinha sido XYZ, resolvi "melhorar" a coisa:
-- Ha sido todo un recto para el autor etc. e tal.
Ou seja, meti o intestino do pobre coitado no meio. Todos me olharam com aquela expressão de condescendência como quem diz: coitadinha desta brasileira, acabou de chegar e nem sabe de nada. O pior é que só me toquei muito mais tarde, porque alguém usou a palavra certa. Aposto que foi de propósito.
Modéstia totalmente à parte, fora esse pequeno deslize fonético, minha apresentação foi muito interessante e produtiva. Consegui superar o "recto" e atingir meu "reto".
Foi no doutorado. Era meu primeiro ou segundo mês em Madrid. Fazia um curso tipo seminário. Pra quem não é do métier acadêmico, seminário é aquela coisa que os professores inventaram pra não ter que preparar aula. É marromenos assim: os textos são divididos entre os alunos, que por sua vez devem apresentá-los. Ou seja, fazemos o papel do mestre, sem receber nada por isso. Ah, sim, ganhamos "experiência". Estes professores-doutores são muito sábios.
Enfim, voltando à vaca fria. Era meu dia D. Tinha que apresentar um texto sobre a história das transformações urbanas de Barcelona no século XX, tema do tal seminrário.
Lá pelas tantas, em vez de dizer que o objetivo do autor com o texto tinha sido XYZ, resolvi "melhorar" a coisa:
-- Ha sido todo un recto para el autor etc. e tal.
Ou seja, meti o intestino do pobre coitado no meio. Todos me olharam com aquela expressão de condescendência como quem diz: coitadinha desta brasileira, acabou de chegar e nem sabe de nada. O pior é que só me toquei muito mais tarde, porque alguém usou a palavra certa. Aposto que foi de propósito.
Modéstia totalmente à parte, fora esse pequeno deslize fonético, minha apresentação foi muito interessante e produtiva. Consegui superar o "recto" e atingir meu "reto".
9.3.09
mantra
"Então, que seja doce. Repito todas as manhãs, ao abrir as janelas para deixar entrar o sol ou o cinza dos dias, bem assim: que seja doce. Quando há o sol, e esse sol bate na minha cara amassada do sono ou da insônia, contemplando as partículas de poeira no ar, feito um pequeno universo, repito sete vezes para dar sorte: que seja doce que seja doce que seja doce e assim por diante. Mas, se alguém me perguntasse o que deverá ser doce, talvez não saiba responder. Tudo é tão vago como se fosse nada."
Caio Fernando Abreu, Os dragões não conhecem o paraíso.
Caio Fernando Abreu, Os dragões não conhecem o paraíso.
atos & pitacos
::: O "finde" foi só saúde e paz. Dois dias lindos, azuis, com sol pra esquentar o esqueleto e espaço pra esbanjar minha alegria leve, por saber-me a caminho de coisas boas e importantes. Todas devidamente conquistadas.
::: Subimos a serra, respiramos ar puro e nos aventuramos por duas trilhas novas que ainda vão dar muito caldo.
::: Há uma febre de selinhos lindos na blogosfera. Agradeço a todos os prêmios e indicações que recebi até agora. Aos merecidos e aos não merecidos. Não prometo nada. Por enquanto faço uma pequena coleção filatélica. Qualquer dia começo a colar tudo por aqui.
::: Ontem foi o dia das "muleres" trabalhadoras. Acho justo, mais ainda, acho justíssimo que se comemore. Se pararmos pra pensar, não faz nem um século que podemos votar, nos candidatar e trabalhar com certa paz de espírito, apesar de todos os poréns, que infelizmente ainda são muitos. Alguns avanços só foram possíveis na luta cotidiana. Porque "de grátis" só a trouxa de roupa suja e a pilha de louça pra lavar, entre outros mimos muito mais sórdidos. Então comemoremos, celebremos, porque celebrar é também lembrar, é reviver pra seguir lutando. Ainda há muito por fazer.
::: A primavera está quase chegando e sentir sua proximidade é um presente da natureza. Já escrevi muitas vezes sobre isso. Fiquei até com vontade de repetir um post de 2005. Já sei que @s leitorzinh@s velh@s, no bom sentido e sem desgaste, não vão gostar. Peço-lhes uma licencinha mais que poética. Afinal, seis anos de blog têm alguma serventia. Ainda por cima, como o texto é meu, ou seja, de autoria imprópria, permito-me mudar uma ou duas coisas, de paso.
::: Repetecos de março de 2005:
1. casi
Amanheceu. No rádio disseram que as temperaturas já são de primavera. Só de ouvir começo a ficar mais animada. No caminho encontro cada vez menos agasalhados e encapotados. Todo mundo está louco pra botar as manguinhas de fora. Eu também.
2. mulé
Pensando no dia das mulheres me lembrei da Chiquita Bacana, lá da Martinica, que se veste com uma casca de banana nanica [e só faz o que manda o seu coração]. E também na sua filha, que nunca entra em cana, não cai em armadilhas e até entrou para o "Women´s Liberation Front".
::: Subimos a serra, respiramos ar puro e nos aventuramos por duas trilhas novas que ainda vão dar muito caldo.
::: Há uma febre de selinhos lindos na blogosfera. Agradeço a todos os prêmios e indicações que recebi até agora. Aos merecidos e aos não merecidos. Não prometo nada. Por enquanto faço uma pequena coleção filatélica. Qualquer dia começo a colar tudo por aqui.
::: Ontem foi o dia das "muleres" trabalhadoras. Acho justo, mais ainda, acho justíssimo que se comemore. Se pararmos pra pensar, não faz nem um século que podemos votar, nos candidatar e trabalhar com certa paz de espírito, apesar de todos os poréns, que infelizmente ainda são muitos. Alguns avanços só foram possíveis na luta cotidiana. Porque "de grátis" só a trouxa de roupa suja e a pilha de louça pra lavar, entre outros mimos muito mais sórdidos. Então comemoremos, celebremos, porque celebrar é também lembrar, é reviver pra seguir lutando. Ainda há muito por fazer.
::: A primavera está quase chegando e sentir sua proximidade é um presente da natureza. Já escrevi muitas vezes sobre isso. Fiquei até com vontade de repetir um post de 2005. Já sei que @s leitorzinh@s velh@s, no bom sentido e sem desgaste, não vão gostar. Peço-lhes uma licencinha mais que poética. Afinal, seis anos de blog têm alguma serventia. Ainda por cima, como o texto é meu, ou seja, de autoria imprópria, permito-me mudar uma ou duas coisas, de paso.
::: Repetecos de março de 2005:
1. casi
Amanheceu. No rádio disseram que as temperaturas já são de primavera. Só de ouvir começo a ficar mais animada. No caminho encontro cada vez menos agasalhados e encapotados. Todo mundo está louco pra botar as manguinhas de fora. Eu também.
2. mulé
Pensando no dia das mulheres me lembrei da Chiquita Bacana, lá da Martinica, que se veste com uma casca de banana nanica [e só faz o que manda o seu coração]. E também na sua filha, que nunca entra em cana, não cai em armadilhas e até entrou para o "Women´s Liberation Front".
matilda
Nesta madrugada que amanheceu azul ela chegou tranqüilamente. Bem-vinda Matilda! Que teu caminho por este mundo seja iluminado. É inevitável deixar de lembrar desta música ao pronunciar teu nome.
5.3.09
4.3.09
metamorfose & ambulância
Não resisti por muito tempo: já estou com o ouvido colado no "Brasil afora" último disco do Paralamas. É muito bom. No myspace deles dá pra ouvir alguma coisa e pela internet se pode baixar.
Agora te pegunto Javi: você acha que isso é grave? Tem cura?
Agora te pegunto Javi: você acha que isso é grave? Tem cura?
yoga [10]

Maryam, a amiga e professora iraniana do bem e da paz, sempre que pode, dá umas dicas sobre Raja Yoga, a tal yoga mental. Sempre tive vontade de aprender, já que tenho hiperatividade mental e às vezes é difícil relaxar os pensamentos. Dizem que este tipo de yoga é muito bom para mentes inquietas.
Na aula de ontem consegui por alguns momentos desligar as turbinas da caixola, sentadinha naquela famosa posição de lótus.
Que delícia. Quero mais! Estou pensando seriamente em trocar uma coisa que faço por esta coisa de meditar. Acho que vou ganhar muito mais se conseguir me desligar de quando em vez. Vai fazer um bem danado a moi-même. O resto que se... Bom, deixa pra lá.
¡update!
O comentário do Guga me deu uma ideia! Será minha fase "Top-Mantra!
:o)
2.3.09
hein? [5]
É difícil assistir ao programa Metrópolis da TVE 2 pelo desafortunado horário de exibição. Domingo, meia-noite e meia, nadie se merece. Ou seja, aquela hora em que a "pressão no turbo" pela iminente chegada da segunda-feira já está muito alta.
Ontem fiz uma excessão à regra. Um dupla excessão. Não apenas assisti ao Metrópolis como vi Redes, o programa de divulgação científica do meu ídolo Eduard Punset. Resumo da ópera elementar: claro que cheguei atrasada no job 2 hoje pela manhã.
Voltando ao início do post. Comecei a assistir o Metrópolis pelo meio, justamente na hora em que foram exibidos 3 interessantes vídeos de Nima Nourizadeh. Gostei muito do Hot Chip. Confesso minha ignorância ancestral: não conhecia o grupo, ao menos pelo nome. Pode até ser que alguma música deles tenha colado no meu ouvido por acaso. Afinal, ultimamente sofro de uma espécie de surdez seletiva.
Aqui abro outro parêntesis. Moro fora do Brasil há sete anos. Desde que cheguei fiz uma escolha inconsciente. Quase sem querer passei a dar preferência à música brasileira. A psicanálise de fundo de quintal explicaria assim: foi uma tentativa de salvaguardar uma parte da sua história, a língua pátria, o que ficou lá atrás, blá, blá, blá. Pode ser. Evidentemente há muitas e variadas exceções, mas no "geraldão", é assim que a banda toca. Melhor seria dizer, tocava.
Ontem o Hot Chip alegrou o fim da minha noite. Me lembrou muito o Talking Heads, mas com letras mais descompromissadas, menos ácidas. O vídeo do tal Nima Nourizadeh é uma viagem de cores e formas.
Ainda bem que não sou poste. Acho que está chegando a hora de abrir horizontes e deixar meu Brasil brasileiro mais distante do aparelho de MP3.
Ontem fiz uma excessão à regra. Um dupla excessão. Não apenas assisti ao Metrópolis como vi Redes, o programa de divulgação científica do meu ídolo Eduard Punset. Resumo da ópera elementar: claro que cheguei atrasada no job 2 hoje pela manhã.
Voltando ao início do post. Comecei a assistir o Metrópolis pelo meio, justamente na hora em que foram exibidos 3 interessantes vídeos de Nima Nourizadeh. Gostei muito do Hot Chip. Confesso minha ignorância ancestral: não conhecia o grupo, ao menos pelo nome. Pode até ser que alguma música deles tenha colado no meu ouvido por acaso. Afinal, ultimamente sofro de uma espécie de surdez seletiva.
Aqui abro outro parêntesis. Moro fora do Brasil há sete anos. Desde que cheguei fiz uma escolha inconsciente. Quase sem querer passei a dar preferência à música brasileira. A psicanálise de fundo de quintal explicaria assim: foi uma tentativa de salvaguardar uma parte da sua história, a língua pátria, o que ficou lá atrás, blá, blá, blá. Pode ser. Evidentemente há muitas e variadas exceções, mas no "geraldão", é assim que a banda toca. Melhor seria dizer, tocava.
Ontem o Hot Chip alegrou o fim da minha noite. Me lembrou muito o Talking Heads, mas com letras mais descompromissadas, menos ácidas. O vídeo do tal Nima Nourizadeh é uma viagem de cores e formas.
Ainda bem que não sou poste. Acho que está chegando a hora de abrir horizontes e deixar meu Brasil brasileiro mais distante do aparelho de MP3.
kun, kun, kun!

Vocês sabem que o Real Madrid mora no meu coração. Bom, morar é força de expressão, afinal de contas, gosto de futebol, mas não sou fanática. Sou "mulher de fases". Nem sempre acompanho a "liga", mas ver um bom jogo é um grande prazer. Realmente o futebol é um esporte surpreendente.
Que o diga o Atlético de Madrid. Ontem mandou superbem contra o Barça e ganhou um lugarzinho fixo no meu coração. Que jogo! O Barcelona ficou a ver navios e perdeu pontos que vão deixar o campeonato bem mais interessante.
"Kun" Agüero já tem mais uma fã de carteirinha.
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