30.7.09

dani says

Que le gusta cuando escribo en mi español macarrónico. All rigth, here i am baby!

Sabes lo que pasa mi flor de mangaba (bueno, en el caso de que la mangabeira florezca), se me va confundiendo cada vez más los idiomas. Tu y la media docena de lectores que me visitan ya lo saben. A mí eso me deja de muyperoquemuy mala leche. Es como si estuviera perdiendo una parte de mi cuerpo, de mis conocimientos y de mi verve. No puedo ocultar mi enfado cuando me equivoco o pierdo una palabra ni tampoco dejar de sentirme triste. Es por eso que, a pesar de tener lectores españoles, prefiero escribir en portugués. Es una manera de ayudar a preservar mi amado brasileiro.

Ultimamente he vuelto a leer novelas brasileñas y quiero mantener esta costumbre viva. La semana passada empencé a leer Dom Casmurro. Es la tercera vez que leo esta novela. Creo que es una lectura obligada para cada etapa de la vida. La leí por primera vez cuando era muy joven. El portugués de Machado, la fineza de sus percepciones, la exquisitez de sus frases me inspiran. Iluminan mis ideas. Te dejo algunas e me calo:

Pedia o som das palavras. Era minuciosa e atenta; a narração e o diálogo, tudo parecia remoer consigo. Também se pode dizer que conferia, rotulava e pregava na memória a minha exposição. Esta imagem é porventura melhor que a outra, mas a ótima delas é nenhuma. Capitu era Capitu, isto é, uma criatura muito particular, mais mulher do que eu era homem. Se ainda o não disse, aí fica. Se disse, fica também. Há conceitos que se devem incutir na alma do leitor, à força de repetição.
Machado de Assis, Dom Casmurro (Capítulo XXXI: As Curiosidades de Capitu)


29.7.09

2 x verão



1. Incêndios sem controle
Desde ontem à tarde o céu de Madrid está parcialmente coberto por uma enorme nuvem de fumaça que vem da província de Ávila. Da janela lá de casa a visão desta massa amarelada é impressionante, apocalíptica. Dizem que foi intencionado. A tristeza que tudo isso provoca é grande. Considero o incêndio intencional um dos maiores crimes que alguém pode cometer. Milhares de árvores, plantas e animais calcinados num bosque centenário que jamais voltará a ser o que foi um dia. Tudo isso porque um desgraçado-demente-perverso não tinha nada melhor que fazer da sua vida. Sei que acidentes naturais provocam incêndios, mas por aqui, na maioria dos casos, a ação humana é a causa principal de perdas irreversíveis. Por tudo isso, sou a favor da pena de vida, como disse o Pedro Luís:

Eu assinei a pena de vida
Sou a favor da pena de vida
Se o sujeito cagou
Pisou na bola
Tem que resolver aqui
Não pode sair fora
Tem que encarar
E cara a cara
Cortou o barato
Paga caro
Mas paga vivo
E vai correr, correr
correr,correr
E vai correr perigo
Sabendo que comprou
Uma carteira permanente de inimigo





2. Atentado terrorista do ETA
Já estava demorando para eles aparecerem outra vez. O silêncio esconde tramas e o verão deve relaxar a segurança. Somos humanos, demasiadamente humanos. A sorte foi grande, embora a intenção dos terroristas tenha sido a pior possível. O governo socialista tinha ao início do mandato como meta acabar com este tipo de ataque. A intenção de dialogar foi bonita e digna, mas este e outros atentados chegaram para mostrar que eles continuam firmes e fortes na intenção de gerar horror e medo. Neste caso a pena de vida não basta, porque a carteira permanente de inimigo eles possuem faz muito tempo. O buraco é mais embaixo. Os terroristas de hoje são jovens radicais, cegos pela causas perdidas e antiquadas de um país cuja maioria é contra os atentados. ETA ES! ETA NO!


fucsia choque

Llevo un vestido color fucsia que me ha regalado mi madre, que sabe de colores como nadie. Por cierto, ella sabe cuales son mis colores, "mayormente" estos que me caen bien y me dejan guapa, según mi torero, el que no me miente.

- Hoy vas muy fucsia, me ha dicho en plan medio serio, medio en broma.
- Sí, es verdad. Le he contestado en plan breve. En mis adentros ha sonado la canción de Rita Lee:

Por isso não provoque,
É cor de rosa choque
Não provoque...



do picasso

*


La inspiración existe, pero tiene que encontrarte trabajando.
Pablo Picasso

Sabia das coisas. Tanto sabia que fez e aconteceu. Sua obra continua vivinha da silva. É uma lição para todo mundo. Picasso era workaholic, bon vivant, genial e hiperativo. Sem falar no resto. Deu no que deu.

Trabalhar naquilo que a gente gosta é relativamente fácil. Difícil é fazer e acontecer algo que se reconheça e que reconheçamos como próprio e fundamental. Mandar bem. Não vale ficar no rame-rame blablabento da vida mansa. Tem que encarar de frente, tem que deixar a preguiça de lado e sair de cima do muro. Borbulhar frases de efeitos ególatras dá azia. Provoca marolas, mas não move a embarcação. Navegar é preciso.

Então, aqui estou no ralador. Da genialidade e criatividade do gênio genial citado acima nada tenho, mas humildemente, na área de cobertura que me corresponde, tento mimetizá-lo. Workaholicamente, dia sim, outro também.

Inquieta, rabisco pensamentos inquietantes. Trabalho feliz enquanto espero a inspiração final da coisa baixar. Só falta isso para fechar a tampa de vários escritos. Ou não. Às vezes é preciso fazer acontecer. Deixar nascer para ser feliz.

Mientras, aguardam-me, please, que já volto. Já.



* Foto de David Douglas Duncan. "Dissatisfied with his latest portrait of Jacqueline, Picasso begins adding more paint to the canvas. Villa La Californie, July 1957."


27.7.09

incêndios



Ano passado o verão foi mais suave, isso ajudou a evitar os incêndios, esta tragédia que sempre se repete no verão em vários países europeus.

Este ano a coisa está literalmente pegando fogo. Fico muito triste ao ver na televisão milhares de hectares de bosques queimados. É um tipo de ecossistema cuja regeneração é bem lenta.

Espero que a chuva apareça, que seja sem raios para evitar mais incêndios, mas o que realmente espero é que os piromaníacos de plantão se queimem, ardam, desapareçam, que virem cinzas.


22.7.09

dom casmurro

Já contei que ando meio preocupada com meu português. Estou rateando e caindo em contradições. Volta e meia dou muitas voltas mentais para encontrar a palavra certa. A primeira que vem à cabeça é espanhola.

Sempre tive muita facilidade para trocar os canais, mas o tempo, ah o tempo, é cruel e não respeita desejos desejantes. Estou relendo pela terceira vez o fundamental Dom Casmurro de Machado de Assis. Realmente é um livro com infinitas possibilidades. Desta vez me cativou a estrutura fragmentada dos capítulos. Nnunca tinha reparado. É um romance que não envelhece, apesar daquele português meio estranho do final do século XX.

21.7.09

por falar em verão...



Com licença, vou à luta! Está na hora de atacar a caixa de sorbete de mandarina (Carte d'Or Classic, da Frigo), afinal o dia quente merece uma recompensa calórica bem gelada!


é verão

::: Faz calor, um calor seco, tipo sauna. Não há previsão de chuvas. Estes dias abafados não são a regra, mas valem por vários na hora das queixas.

::: Evito reclamar, já que o verão dura pouco tempo e não sou fã do inverno, mas reconheço que temperaturas acima dos 30 graus sempre são incômodas. Ainda bem que tenho proteção genética e cultural.

::: O calor favorece aos incêndios. Hoje foi a vez de um "pueblo" madrilenho: Collado Mediano ardeu com ajuda do vento que soprou a tarde inteira.


20.7.09

pescarias


Lulu Santos


Gal Costa, Maria Bethania e Caetano Veloso

Estas e muitas outras fotos maravilhosas estão no blog do fotógrafo Antonio Guerreiro. Visitá-lo é como fazer um passeio pela história da cultura brasileira.


5

::: A tal crise vai levar de volta ao Brasil mais uma amiga. É estranho e ao mesmo tempo muito triste que a economia domine nossas vidas de uma maneira tão primitiva.

::: Aqui chamam o período pré-crise de "bolha". Foram mais de 10 anos de prosperidade, com um consumo exagerado de bens e serviços. Muitos agoureiros apocalípticos anunciaram que a felicidade da classe media não duraria pra sempre e a bolha estourou do jeito que eles previam.

::: Conheço muita gente que está passando por momentos delicados. Gente que não vivia na bolha ilusória e fugaz, mas que de alguma maneira dependia dela para sobreviver com dignidade e muito trabalho.

::: Acontece que nós só acreditamos na chuva quando ela começa realmente a molhar. Enquanto está apenas nublado preferimos deixar o guarda-chuva em casa e pensar que o temporal não nos afetará.

::: Gostaria que tudo isso durasse o menor tempo possível. Gostaria que tantas famílias não tivessem que passar por dificuldades ao ponto de tomar decisões radicais. Sei que as coisas não são tão simples. A previsão é de que ainda não chegamos ao fundo do poço. Será?


18.7.09

gps

::: Dirigir sem GPS é uma aventura. Aqui não existe indicação dos bairros nas placas. A sinalização estrutura-se a partir dos nomes dos principais eixos e direções viárias. Quer encarar? Prepare-se para dar muitas voltas antes de chegar ao lugar desejado.

::: Fui ao outro lado de Madrid pra resolver uma parada. Cheguei a uma divertida encruzilhada de setas: para um lado Calle Arturo Soria, para o outro idem ibidem. O sinal estava verde, ou seja, sem chance de pensar. A intuição me avisou que o melhor era dobrar à direita. Ainda bem que meu gps mental, velho e cansado de guerra, estava ligado.

::: Na volta tive tempo de sobra para admirar a principal atração turística de Madrid no verão: há obras por todos os lados. Todo cuidado é pouco.

15.7.09

70´s [2]

No programa do Mauval os Paralamas fazem uma "couve" do The Who. Minha gente, já que é pra abrir o baú, vamos abrir direito. Entre outras pepitas setenteiras, também ouvia The Who e adorava o Roger Daltrey (que juba linda o bichin carregava na cabeça!). Que beleuza é "Wont Get Fooled Again"! Destaque para os defeitos especiais de primeiríssima geração.





paralamas & mauval





Muito muito e bastante bastante o programa especial que o Maurício Valladares fez com o Paralamas no Dia Mundial do Rock. Quer ouvir? Aperta aqui.


otra vez galixia

Me escribe mi amiga Mercedes, la que tiene esos bellos ojos azules como el cielo después de la lluvia:

Veo por tu página web que has estado en Galicia, bello lugar....donde lo mágico está detrás de cualquier rincón. Recuerdo episodios vividos en Bayona, paseando por los limoneros del Castillo de Gondomar y desde la atalaya del Castillo unos atardeceres unido a unos olores exquisitos (ya se que esta palabra en portugués es todo lo contrario a lo que quiero indicar). Y también recuerdo en Laguardia en un día de niebla.........vi como aparecían las "meigas" y me saludaban dentro de la espesura y la neblina que nos rodeaba.


Amiga, todavía no conozco la cara mágica de Galicia. ¡Ya me tocará! Gracias por compartir estos momentos y por leer mis escritos.


galixia


Foi rápido, mas foi intenso. Ir a Galícia é reviver pequenas aventuras e histórias. De supetão volto a uma parte da infância que me marcou intensamente. Vejo as baias e "rías", as pequenas aldeias de pescadores, as casas que conversam, os jardins, os lauréis, as rosas perfumadas, as pequenas hortas de batatas, vinhas e verduras.

Lembro-me do tempo em que pude usufruir da casa do meu avô na Pedra de Guaratiba, época em que a Pedra tinha mais encanto com seus barcos de pesca, sua casas simples e este ar de aldeia de pescadores atemporal. Das brincadeiras e travessuras, dos passeios, das mudanças do céu e do mar, das pequenas descobertas, da minha tímida curiosidade pelo mundo que me acolhia como um abraço silencioso. Era uma casa aberta ao mar, sem muros, com frutas no quintal, com uma rua de terra diante e uma praia que só era bonita na maré cheia.

Estivemos na Illa de Arousa e me senti muito à vontade ao percorrer suas ruas e admirar a paisagem desta cidade-bairro-aldeia-ilha. Tudo era estranho e ao mesmo tempo familiar: marés, hortas, praias, pescadores, barcos, maresia, areia... Todas estas coisas que formam a matéria-prima de minhas primeiras e marcantes memórias marítimas.

Acho que fui uma criança feliz, tímida e observadora, magricela e pequenina, mas feliz com este presente da vida: um espaço para habitar meus sonhos. Lembro-me muito mais desta casa do que de todas as outras em que vivi. Gostava do vai e vem das marés, de ver como o mar ia enchendo tranquilamente a praia, da paisagem da varanda em que se via a Restinga de Marambaia e a Baía de Sepetiba. Era um lugar mágico que marcou a vida de todos os que puderam disfrutar de seu espaço. Ao conhecê-la mi torero disse: "-- Tiene genio". Sim, a casa da Pedra, malgré tout, até hoje tem muito genio, no sentido mais amplo e bonito da mitologia.

Em Arousa passeamos entre os barcos encalhados na areia, ouvimos o vento e respiramos maresia. É bom sentir na pele a umidade do mar... É bom esperar que a chuva fina passe e o céu-mutante-eterno-de-nuvens-brancas abra-se novamente para receber o sol.

Dormimos bem, comemos bem (mejillones, pulpos, berberechos, almejas, navajas e percebes...) e bebemos muto bem o albariño; passeamos por entre ruas que exibem casas, jardins e hortas bem cuidadas.

Foram dias de sol, chuva, vento, mormaço, frio e calor, ou seja, todos os climas frequentam o verão na Galicia. Foi rápido, mas eu volto, um dia eu volto lá!


muito boa

Não pensem bobagens. Muito boa é a série de posts do Marcelo, "cumpanheiru colega" dos tempos da facul de arquitetura e outras freguesias capixabas, no Blog do Kali.

Na série "Se eu tivesse diploma de jornalista..." ele faz entrevistas imaginárias com personagens famosos do mundo político-cultural. São muito divertidas, e como não poderia deixar de ser vindo de quem vem, finas e inteligentes. Aliás, ele também pia muito bem lá no Twitter.


12.7.09

apague a luz



Hoje estou parcialmente dedicada ao vagabonding na red. De um lado para o outro, lembro-me das inúmeras curiosidades que tive durante a semana e dá-lhe tio Gugol.

Estamos planejando, "mi torero y yo", fazer um programa astronômico, para ver céu profundo (sem trocadilhos) e admirar estrelas e constelações. Não, não sabemos quase nada de astronomia. Sempre gostei muito, mas ainda não consegui encaixar mais esta atividade na vida. Devagar chego lá!

Madrid é uma cidade com altas doses de contaminação lumínica, como qualquer outra grande cidade do mundo mundial. Descobrir um point para estacionar o telescópio (que faz tempo está guardado na caixa sem montar) não é fácil, mas para isso estão os trocentos fóruns e sites de astronomia da internet.

Achei um link para um mapa de contaminação lumínica da Espanha no fórum da Asociación Juvenil Astronómica Marteña Hubble. É zen-za-ci-o-nal, mesmo que esteja desatualizado!

Esta semana, na volta da Galicia, passamos por uma região montanhosa que deve ter lugares perfeitos para ver o céu. O mapa confirmou minha intuição. É uma das regiões menos contaminadas, em termos lumínicos, da Espanha.

Se tudo "escorrer bem", este verão vou explorar as estrelas e aproveitar para curtir as noites fresquinhas da serra madrilenha!


finalmentes

::: Fui à piscina aqui do prédio hoje pela primeira vez neste verão. Sempre acontece a mesma coisa: me pergunto porque demoro tanto se é tão bom. Ainda bem que o verão e a piscina duram marroneno até setembro.

::: A verdade verdadeira é que não sou muito chegada à agua clorada e azul. Só mergulho com óculos de natação para não irritar os olhos. Depois que saio da água, vou direto para o chuveiro. Sem falar nas madeixas: ninguém merece ficar com os cachos descuidados e secos.

::: Outro dia vi na revista de arquitetura que recebemos, esta das casas grandes e bacanérrimas, uma reportagem sobre piscinas naturais, sem produtos químicos e com outro "conceito". São lindas. A cor da água é mais bonita e as plantas ajudam a dar uma aparência menos artificial. Nos sites de TeichMeister e Bioteich há mais imagens deste tipo de piscina, vale a pena conhecê-las.






comer ou não comer



No El País de hoje: receitas com algas. Sei não... acho a idéia muito boa, mas a textura das algas sempre me provoca uma coisa estranha.


11.7.09

70´s

Ai que saudade dos meus tempos setenteros. Adorava -- e ainda gosto muito -- do Bachman Turner Overdrive.






10.7.09

ele disse

Ele, meu amigo de fé, meu irmão camarada, o samurai Moreira, anda escrevendo coisas ótimas em seu blog. Como estas:

A analogia é uma das formas mais arriscadas que há para se entender as coisas. Solução conservadora, burkeana, ela nos faz perder o que há de específico, a lição de Tolstoi de que cada família infeliz é infeliz ao seu modo.

Às vezes também me envia por e-mail pérolas de lucidez, porque a demagogia e os palpites politicamente corretos não frequentam sua praia:

Fosse eu o técnico, Lúcio não seria mais capitão e qualquer manifestação de proselitismo religioso seria punida com afastamento da seleção.

Esse é o ponto: eles não estão fazendo manifestações de apoio ou de fé. Eles fazem parte de grupos religiosos engajados no arrebanhamento de adeptos, e suas manifestações em campo refletem isso. Não são o Kanoute, para usar um exemplo espanhol.

A mãe de um ganhador do Oscar não espera receber novos fiéis e dízimos com a vitória de seu rebento.

Sinceramente, o Brasil pode prescindir dessas "lideranças" crentes no time.

Assino e acrescento: bem que o Lúcio podia fica fora da próxima Copa, ora bolas!


¡update!
Vale a pena ler o novo post do samurai sobre este tema ("Seleção Madraçal", assim como o texto do Tulio Vianna que ele cita ("FIFA: não ao proselitismo religioso em campo!"). São esclarecedores e têm pontos de vista bem interessantes, além disso, os comentários do post do Túlio ajudam a entender os vários ângulos da questão.


9.7.09

back to madrid

::: Voltei, aqui é meu lugar e tenho trocentas coisas pra fazer neste verão. Vai ser "la bomba"!

::: Acontece que o livro está bom, está chegando ao fim e não consigo largá-lo. Chama-se "El contador de histórias" (The Hakawati, 2008) de Rabih Alameddine. Depois quero continuar no clima dos contadores de histórias libaneses e sírios. "Narradores de la noche" (2001) de Rafik Schami já está na lista. Aliás, "El lado oscuro del amor" (2008), deste mesmo autor, também.

::: Gosto muito da Galicia, por motivos diversos. Já contarei pra vocês.

::: Hoje "customizei" (eita palavra feia!) uma sandália e ficou linda. Ai que saudade de fazer coisinhas: colares, pulseiras, bolsas, etc. Voltei inspirada!


2.7.09

beira mar



Dentro do mar tem rio...
Dentro de mim tem o quê?
Vento, raio, trovão
As águas do meu querer
...
Um mar de sim e de não
Dentro do mar tem rio
É calmaria e trovão
Dentro de mim tem o quê?



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